Já passou o tempo em que as redes sociais eram diários abertos.
Postar o café da manhã, a selfie no espelho ou o pôr do sol daquela viagem tão planejada, era quase automático. Mas algo mudou. Segundo um estudo citado pela BBC, desde 2024 o número de postagens vem caindo especialmente entre os jovens da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010).
A pergunta que fica é: por que tanta gente parou de postar?
As redes estão menos sociais
De acordo com o jornalista Kyle Chayka, da The New Yorker, as redes sociais estão cada vez menos sociais.
O que antes era troca entre pessoas, hoje se parece mais com uma vitrine infinita, recheada de tendências, produtos e conteúdos algorítmicos.
O que aparece no scroll é um estilo de vida embalado para vender: produtos que você nem sabia que queria, mas agora deseja porque viu um influenciador falar ou uma blogueira usar. Além das infinitas ofertas de hotéis e viagens.
Enquanto isso, você já nem sabe mais como está a sua melhor amiga da escola. Nem o ex-colega de trabalho que largou tudo pra viver viajando.
O foco saiu da vida real, e é aí que muita gente perde a vontade de compartilhar o seu cotidiano.
A migração para o privado
As próprias plataformas já percebem essa mudança. O conteúdo espontâneo, histórias, fotos, rotina do dia a dia está migrando para conversas privadas, como no WhatsApp, por exemplo.
Segundo Chayka, caminhamos para um cenário de “postagem zero”, em que simplesmente deixamos de compartilhar nossas vidas abertamente. E não é por acaso: expor-se se tornou mais arriscado do que vantajoso. Falta incentivo e sobra cansaço.
Um novo jeito de estar online
Isso não significa que as redes sociais perderam seu valor. Significa que estamos tentando usá-la de um jeito diferente. Mais silencioso, sim, mas mais intencional. Em vez de gritar para todos, escolher com quem se quer falar.Talvez esse seja o começo de uma nova fase: menos conteúdo, mais presença. Menos performance, mais conexão.
E, no meio disso tudo, uma certeza: comunicar continua sendo essencial, só muda a forma, o ritmo e, principalmente, a intenção.
Pitibiribá acredita nisso
Na Pitibiribá, a gente acredita que comunicar não é sobre falar mais alto, é sobre dizer o que importa. Se o mundo anda barulhento demais, talvez o nosso papel seja criar com mais intenção, menos urgência, mais presença. Porque não é no excesso que uma marca se faz inesquecível, é na conexão.
📰 Veja a entrevista completa com o jornalista e escritor Kyle Chayka:
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93k3n891n9o




